Tudo sobre a otoplastia: cirurgia estética às orelhas

Existem algumas partes do nosso corpo às quais nem sempre damos especial importância. Na verdade, na maior parte das vezes, as pessoas apontam as feições, o peito, o abdómen ou as pernas como sendo alvo de maior crítica. No entanto, há muitas pessoas que, por efetivo problema ou por sincero desagrado, não gostam das suas orelhas. Um pequeno detalhe? Não, um grande problema, que pode inclusivamente afetar a autoestima e levar a situações graves de insegurança e exclusão social. É aqui que aparece normalmente a salvação: a otoplastia.

Orelhas grandes vs Orelhas pequenas

Socialmente, há quem seja muitas vezes apelidado de “orelhas de abano”, o que aumenta a sensação de ter orelhas efetivamente muito grandes, diminuindo proporcionalmente a autoconfiança. Mas também existem as situações opostas: pessoas que nascem com orelhas muito pequenas ou que, fruto de algum acidente, ficaram com as orelhas diminuídas ou mal formadas – a chamada “microtia”. Tanto um caso como o outro podem ser resolvidos através da cirurgia plástica.

Pacientes dos oito aos oitenta

A otoplastia pode ser realizada em qualquer idade, após as orelhas terem atingido o tamanho completo – o que geralmente ocorre entre os cinco e os seis anos de idade. Submeter-se a esta intervenção cirúrgica numa idade jovem tem duas vantagens: a cartilagem é mais maleável, tornando mais fácil a remodelação; e evita as consequências psicológicas em termos de autoestima.

Detalhes cirúrgicos

Esta cirurgia estética começa com uma incisão por detrás da orelha, no sulco onde se une à cabeça. O cirurgião pode remover a pele e a cartilagem ou aparar e remodelá-la. Além de corrigir a saliência, as orelhas podem também ser remodeladas, reduzindo o tamanho, ou tornando-as mais simétricas. Normalmente, a otoplastia demora cerca de duas horas, sendo que os curativos sobre as orelhas devem ser utilizados durante algumas semanas como proteção, e o paciente geralmente apresenta apenas um leve desconforto. Durante a recuperação, podem ser recomendadas umas bandas que se colocam à volta da cabeça para manter as orelhas no local, durante pelo menos um mês.

E quem paga?

Normalmente, os seguros não cobrem este tipo de cirurgia, nomeadamente se esta se realizar apenas por razões estéticas. No entanto, o seguro pode cobrir, no seu todo ou em parte, a cirurgia que visa corrigir um defeito congénito ou traumático. Antes da cirurgia estética às orelhas, discuta o procedimento com a operadora do seu seguro de saúde, para determinar o tipo de cobertura para o seu caso específico.

A cirurgia tem riscos?

Existem sempre riscos possíveis em qualquer tipo de cirurgia, pelo que esta também não é exceção. O sangramento ou alguma reação adversa ao anestésico pode causar problemas. Em casos raros, alguns pacientes desenvolvem um coágulo de sangue no ouvido, o que muitas vezes se dissolve naturalmente, mas pode acontecer que este precise de ser retirado com uma agulha. Uma infeção na cartilagem da orelha após a otoplastia pode levar ainda à formação de tecido cicatricial indesejado. O tratamento imediato com antibióticos é então utilizado para minimizar os efeitos de qualquer infeção, mas ocasionalmente pode ser necessário drenar a área infetada. É importante ter em mente que estas complicações são relativamente raras, mas as informações acerca deste tipo de cirurgia plástica serão dadas pelo seu cirurgião, que irá explicar os riscos da otoplastia em detalhe.

Efeitos secundários e cuidados a ter

A cirurgia de correção das orelhas também pode manifestar alguns efeitos colaterais, sendo a maioria deles de curta duração. Muitas pessoas sentem-se doentes e tontas durante algumas horas, depois de acordar da anestesia. Durante os primeiros dias é possível que se sinta um pulsar nos ouvidos, bem como uma sensação dolorosa, mas esta pode ser minimizada através de analgésicos moderados (paracetamol ou ibuprofeno). É crucial que evite mexer ou coçar na zona onde se realizou a otoplastia, de forma a prevenir contra infeções.

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